Quinta-feira 13!
Já passava das quatro da tarde quando enfim constatei que não devia ter olhado na folhinha que dia era hoje. Porque fui ralar o carro no poste só pra não atropelar o gato preto que atravessou na minha frente? Ter passado debaixo daquela escada lá pelas oito da manhã não foi uma boa ideia!
Justo naquela manhã a contabilidade cismou de questionar a exatidão da matemática, e por mais que doessem os indicadores, vinte e oito mais doze teimava em ser quase um quarenta, quase!
Teclas cada vez menores já não comportavam os dedos mais e mais impacientes, e se já não lhes bastasse a grandiosidade natural, ainda inchavam a cada resultado inatingido, transformavam uma simples somatória em uma duelo de titãs.
Eu ainda não almocei, deve ser por isso que estou com fome: arroz, feijão, bife, batata frita e salada! Hum, a boca encheu d’água!
Sabe quando sobra aquele arroz que ficou colado no fundo da panela, onde já nem se distingue aquilo que já foi grão? Consegue imaginar aquele feijão quando forma aquela película ressecada com um resto de espuminha branquela? E faz idéia daquele bife com as pelancas esbranquiçadas e deformado feito um contrafilé com poliomelite? E batatas fritas com aquele gostinho rançoso de óleo fossilizado? O mais quente naquele banho-maria era a pulsação do meu braço trêmulo, que segurava o prato.
A salada estava completamente diferente, aquecida pelo calor infernal, parecia irmã gêmea do suco, só que ao contrário daquelas frescuras de roupas iguais, cada qual tinha sua vestimenta, o alface fazia uma murcha incursão pelas paredes da tigela, quando subitamente algumas rodelas do tomate se uniram a outras de cebola e estavam lá, numa total bolinação tricolor.
Primeira garfada interrompida por uma gelatinosa vibração do celular: - Companheiro, estou com uma febre de quase quarenta - achei minha diferença contábil – e será que você poderia fazer a apresentação pra mim?
Amigo é pra essas coisas, não é verdade?
Sete da noite, o pessoal chegando agora só está faltando o datachou, o notebuque, a tela, o som... Mas o pendraive com a apresentação está aqui no meu bolso.
Acaba quase tudo dando certo, por um triz não me enforco com o fio do microfone, não caio sobre a velinha de 89 anos da primeira fila e do lado oposto, aquela menininha de mini saia com calcinha de rendinha branca com florzinhas rosas de miolo azul, vai acabar me desconcentrando.
-Você pode repetir?
Repetir o quê? Será que eu falei alguma coisa que não devia?
Ufa, acabou!
Chego em casa, suado, com fome, cansado, louco pra tomar um banho e por um abraço da mulher amada...
Ainda bem que você chegou, já são onze e meia e desde as oito está faltando energia elétrica, estava ficando com medo, meu dia foi um horror, aquela auxiliar ta querendo me derrubar, to de saco cheio, blablablá!
Vou me esconder no banheiro, banho frio vai ser a apoteose dum dia de merda!
Acabou a vela! Cadê a toalha porra! Achei meu celular, meia noite e dois!
Fiat Lux!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Testamento
Validem se acaso minha última amante vier me buscar, tenham a certeza sou um homem muito feliz!
Gostaria de ser original, mas, assim como a morte, também sou mediocremente óbvio, registrem-se pois, meus últimos desejos:
Faço questão que minhas orquídeas sejam distribuídas às mulheres que passaram por minha vida, mas só às especiais.
Àquelas que me deram frutos, dêem as phalenopsis sempre viçosas e duradouras; não gerarão mudas, apenas se fortalecerão e hão de liberar boas hastes que florescerão em breve futuro.
Pras que um dia me amaram, deixo todas as minhas dendobriuns de flores fartas e breves, que as amarelas fiquem com as morenas, as carmins com as mais pudicas e as tigradas a cada uma das mulheres que me arranharam as costas.
Coloquem-me num caixão barato, vistam-me a camiseta mais surrada, o jeans mais desbotado e aqueles tênis velhos coloquem-nos em meus pés, sem meias, com um pouco de talco.
Não me cubram de flores, apenas com aquela catleya labiata, com meus projetos inacabados e meus sonhos não realizados – serão eles que me farão lembrar quão apaixonante foi a vida que tive.
Liguem pros meus credores e avisem-nos que acionem meu fiador, o diabo e a ele acionem na justiça dos homens; aos meus devedores informem que é meu desejo que distribuam cervejas, champanhe, sucos e muito café. Quero o clima da última festa, quem sabe um violão e um piano pra eu dançar de rosto colado com a tal dama de negro, como se fosse a mais bela das amantes.
Quero os amigos brindando e cantando como se acreditassem que sou eterno, que contem piadas realmente engraçadas, que brindem sobre meu peito e mas não lhes permitam que o esquecimento de me derramar garganta adentro goles grandes do precioso líquido, como meu avô me ensinou!
Um gole de café pra espantar o sono, hei de estar acordado pra desvendar o mistério maior.
Quero alegria, felicidade, nada de lamentos ou cenas chorosas, quero confraternização nessa oportunidade única; não me tragam o silêncio nem a tristeza, quero o barulho e a algazarra dos tempos de criança, quero curtir esse momento da mais pura irresponsabilidade e se houver quem não possa fazer isso por mim, que me despreze e se retire.
Antes de abotoarem meu paletó de madeira, acendem um cigarro e coloquem em minha boca, depois me enterrem numa vala comum, de preferência ao lado de belas mulheres - detestaria estar em má companhia, cantem Let it be e me rendam uma última homenagem: sorriam, a felicidade deitou-se ao meu lado!
Gostaria de ser original, mas, assim como a morte, também sou mediocremente óbvio, registrem-se pois, meus últimos desejos:
Faço questão que minhas orquídeas sejam distribuídas às mulheres que passaram por minha vida, mas só às especiais.
Àquelas que me deram frutos, dêem as phalenopsis sempre viçosas e duradouras; não gerarão mudas, apenas se fortalecerão e hão de liberar boas hastes que florescerão em breve futuro.
Pras que um dia me amaram, deixo todas as minhas dendobriuns de flores fartas e breves, que as amarelas fiquem com as morenas, as carmins com as mais pudicas e as tigradas a cada uma das mulheres que me arranharam as costas.
Coloquem-me num caixão barato, vistam-me a camiseta mais surrada, o jeans mais desbotado e aqueles tênis velhos coloquem-nos em meus pés, sem meias, com um pouco de talco.
Não me cubram de flores, apenas com aquela catleya labiata, com meus projetos inacabados e meus sonhos não realizados – serão eles que me farão lembrar quão apaixonante foi a vida que tive.
Liguem pros meus credores e avisem-nos que acionem meu fiador, o diabo e a ele acionem na justiça dos homens; aos meus devedores informem que é meu desejo que distribuam cervejas, champanhe, sucos e muito café. Quero o clima da última festa, quem sabe um violão e um piano pra eu dançar de rosto colado com a tal dama de negro, como se fosse a mais bela das amantes.
Quero os amigos brindando e cantando como se acreditassem que sou eterno, que contem piadas realmente engraçadas, que brindem sobre meu peito e mas não lhes permitam que o esquecimento de me derramar garganta adentro goles grandes do precioso líquido, como meu avô me ensinou!
Um gole de café pra espantar o sono, hei de estar acordado pra desvendar o mistério maior.
Quero alegria, felicidade, nada de lamentos ou cenas chorosas, quero confraternização nessa oportunidade única; não me tragam o silêncio nem a tristeza, quero o barulho e a algazarra dos tempos de criança, quero curtir esse momento da mais pura irresponsabilidade e se houver quem não possa fazer isso por mim, que me despreze e se retire.
Antes de abotoarem meu paletó de madeira, acendem um cigarro e coloquem em minha boca, depois me enterrem numa vala comum, de preferência ao lado de belas mulheres - detestaria estar em má companhia, cantem Let it be e me rendam uma última homenagem: sorriam, a felicidade deitou-se ao meu lado!
terça-feira, 1 de março de 2011
Perna pra que te quero
Eu, que sempre fui avesso às penetrações forçadas, passivamente deixei-me conduzir àquela sala escura e obedeci feito virgem embevecida, às exigências daquela sacerdotisa que haveria de profanar meu templo sacro-inguinal.
- Fique nu!
E eu pudicamente me semidespi.
- Deite-se aí!
E eu ansiosamente me deitei naquele altar.
Ela nem pediu licença e com a intimidade das amantes, sacou minha cueca, começou a levantar o herói dormente.
Puxa daqui, levanta dali, como se tocasse uma desajeitada, ameaçou qualquer reação com um daqueles aparelhos descartáveis de camelô, que percorria meus pelos pubianos com mais voracidade do que moto-serra amazônica! Fiquei feliz por não ser um !
De repente, não mais que de repente, sinto uma ardência, algo me penetrou! Socorro! Estou sendo arrombado!
A sensação é estranha, nova; não chega a ser dolorosa, só estranha. Tem algo percorrendo o meu corpo, sinto, mas não localizo...
- Você, agora, vai sentir muito calor, mas é assim mesmo! Será que minha sacerdotisa acha que nunca cheguei na vida? – Um, dois, três e já!
Uau! Isso só pode ser múltiplo orgasmo! Foi como se todos os meus orifícios orquestrassem uma reação sequencial e liberassem fumaça! Soltaram uma bomba atômica dentro de mim!
- Prontinho, foi bom pra você? Que falta de romantismo, esse profissionalismo me deprime!
Me tiram daquela cama de fetiches, sinto-me uma puta de alta produtividade, saio de uma cama pra outra, passo por umas três até chegar ao quarto onde parece que vai ter suruba: três camas, dois casais, uma morena jeitosa, começa me explicando que não posso me levantar, nem movimentar a perna por três horas e que vai...
Ui, a morena ta explorando minha virilha, meio desajeitada, com a mão pesada... Apertando demais! Pára de enfiar o dedo aí? Ta pensando que isso aqui é capô de fusca quando emperra?
Tudo bem que você tenha que estancar a femoral, mas nem por isso precisa fraturar minha bacia! Pra que esse tanto de compressas? E esse esparadrapo largo, que pega do meio da cocha e segue num “s” estilizado até a altura do rim? Sádica do cacete, amanhã que tem que sofrer pra tirar sou eu né!
Quer saber? Vai lá cuidar dos pacientes do protologista, não sabe fazer carinho sem machucar? Aqui não precisa apertar mais nada, eu quero é mais safenar!
- Fique nu!
E eu pudicamente me semidespi.
- Deite-se aí!
E eu ansiosamente me deitei naquele altar.
Ela nem pediu licença e com a intimidade das amantes, sacou minha cueca, começou a levantar o herói dormente.
Puxa daqui, levanta dali, como se tocasse uma desajeitada, ameaçou qualquer reação com um daqueles aparelhos descartáveis de camelô, que percorria meus pelos pubianos com mais voracidade do que moto-serra amazônica! Fiquei feliz por não ser um !
De repente, não mais que de repente, sinto uma ardência, algo me penetrou! Socorro! Estou sendo arrombado!
A sensação é estranha, nova; não chega a ser dolorosa, só estranha. Tem algo percorrendo o meu corpo, sinto, mas não localizo...
- Você, agora, vai sentir muito calor, mas é assim mesmo! Será que minha sacerdotisa acha que nunca cheguei na vida? – Um, dois, três e já!
Uau! Isso só pode ser múltiplo orgasmo! Foi como se todos os meus orifícios orquestrassem uma reação sequencial e liberassem fumaça! Soltaram uma bomba atômica dentro de mim!
- Prontinho, foi bom pra você? Que falta de romantismo, esse profissionalismo me deprime!
Me tiram daquela cama de fetiches, sinto-me uma puta de alta produtividade, saio de uma cama pra outra, passo por umas três até chegar ao quarto onde parece que vai ter suruba: três camas, dois casais, uma morena jeitosa, começa me explicando que não posso me levantar, nem movimentar a perna por três horas e que vai...
Ui, a morena ta explorando minha virilha, meio desajeitada, com a mão pesada... Apertando demais! Pára de enfiar o dedo aí? Ta pensando que isso aqui é capô de fusca quando emperra?
Tudo bem que você tenha que estancar a femoral, mas nem por isso precisa fraturar minha bacia! Pra que esse tanto de compressas? E esse esparadrapo largo, que pega do meio da cocha e segue num “s” estilizado até a altura do rim? Sádica do cacete, amanhã que tem que sofrer pra tirar sou eu né!
Quer saber? Vai lá cuidar dos pacientes do protologista, não sabe fazer carinho sem machucar? Aqui não precisa apertar mais nada, eu quero é mais safenar!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
As cervejas que não bebi
Pronto, fecharam a porta, agora só daqui a treze horas e na leveza de quem flutua entre estrelas e escuridões, lá vou eu, como se minha barriga estivesse exposta ao vento lá de fora.
Sem emoções cruzei um paralelo imaginário, sem coordenadas; minha vida resumida a duas malas perdidas, um laptop, escova de dente, casaco dum preto polar, enorme, pesado. Como incomodam essas ceroulas, censuram-me o saco; meias, botas, luvas, touca...
Peço ein cafê analfabeto, frouxo, aguado. Queria mesmo uma coxinha com catupiry, pão de queijo, pão com manteiga aviação na chapa, queijo minas, um pingado pelo amor de Deus!
Oh que saudades eu tenho do meu churrasco grego da avenida São João, do sanduba de pernil, do bauru do Gato que Ri!
Ninguém me entende... Almôndegas como a bunda da garota de Ipanema, pães em dégradé, patês... Chega de bigmac, quero é galinha com aipim, feijão com arroz, bife a cavalo, virado à paulista!
Primeiro mundo de ignorantes culinários...
O mai godê, onde é que se come por aqui?
Taxi, taxi! – Uer iu quem réve a delicius fude?
- Brasileiro né? Xá comigo mano...
E vim parar num bordel de primeiro mundo!
Cadê o desmatamento pubiano dessas loiras, cadê a liberalidade desse povo? Serão todas mudas, cadê os seus “ó mai góde”?
Já que não dá pra comer, vamos beber: A blondi aice plis!
Sem emoções cruzei um paralelo imaginário, sem coordenadas; minha vida resumida a duas malas perdidas, um laptop, escova de dente, casaco dum preto polar, enorme, pesado. Como incomodam essas ceroulas, censuram-me o saco; meias, botas, luvas, touca...
Peço ein cafê analfabeto, frouxo, aguado. Queria mesmo uma coxinha com catupiry, pão de queijo, pão com manteiga aviação na chapa, queijo minas, um pingado pelo amor de Deus!
Oh que saudades eu tenho do meu churrasco grego da avenida São João, do sanduba de pernil, do bauru do Gato que Ri!
Ninguém me entende... Almôndegas como a bunda da garota de Ipanema, pães em dégradé, patês... Chega de bigmac, quero é galinha com aipim, feijão com arroz, bife a cavalo, virado à paulista!
Primeiro mundo de ignorantes culinários...
O mai godê, onde é que se come por aqui?
Taxi, taxi! – Uer iu quem réve a delicius fude?
- Brasileiro né? Xá comigo mano...
E vim parar num bordel de primeiro mundo!
Cadê o desmatamento pubiano dessas loiras, cadê a liberalidade desse povo? Serão todas mudas, cadê os seus “ó mai góde”?
Já que não dá pra comer, vamos beber: A blondi aice plis!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Vida em condomínio
Tá certo que morar num condomínio tem suas vantagens, nada de cortar grama, de lavar quintal, de fechar o portão, essas coisas que a gente sempre se esquece e resolve pagar pra que o façam, muito mais por comodismo do que por segurança.
Mas nem tudo são rosas, num condomínio sempre se corre o risco de ter como vizinho um sujeito excêntrico.
Biel é daquelas criaturazinhas adoráveis, mas que para minha felicidade, bem que poderiam ter nascido em cima do ene do norte magnético, não, melhor ainda, no marco zero de qualquer lugar muito, muito distante...
Garanto que é um daqueles exemplares de cabeças desproporcionais, olhos miudinhos, lábios finos, orelhas de abano, dono de uma expressão facial sádica e uma garganta de trincar cristais, uma daquelas vinganças da natureza contra a tranqüilidade, um atentado ao pudor auditivo, uma provação do amor em todas as formas...
O Biel é disciplinado como um monge tibetano, todos os dias, pontualmente as sete da madrugada, inicia o seu show de pirraças e entoa uma esganiçada ladainha de eu-quero, num tom crescente, e os já conhecidos e uivantes não-não-podes...
O Biel tem um amiguinho que se chama Vitor Hugo; esse deve ser parecido com uma daquelas gárgulas que guardam os beirais de Notre Dame, passa o dia tirando o pintinho e fazendo xixi nos canteiros, quando cismam de disputar um brinquedinho haja ouvidos!
Como eles sempre mexem nas minhas orquídeas, amanhã vou seduzi-los com iscas mais atraentes que as folhas e brotos, vou colocar saborosas balinhas espalhadas pelos corredores e induzí-los a cultivarem cáries tão monstruosas quantos as suas pirraças, na pior das hipóteses, faço como a historinha de João e Maria e conduzo esses pentelhinhos àquela avenida movimentada...
Mas nem tudo são rosas, num condomínio sempre se corre o risco de ter como vizinho um sujeito excêntrico.
Biel é daquelas criaturazinhas adoráveis, mas que para minha felicidade, bem que poderiam ter nascido em cima do ene do norte magnético, não, melhor ainda, no marco zero de qualquer lugar muito, muito distante...
Garanto que é um daqueles exemplares de cabeças desproporcionais, olhos miudinhos, lábios finos, orelhas de abano, dono de uma expressão facial sádica e uma garganta de trincar cristais, uma daquelas vinganças da natureza contra a tranqüilidade, um atentado ao pudor auditivo, uma provação do amor em todas as formas...
O Biel é disciplinado como um monge tibetano, todos os dias, pontualmente as sete da madrugada, inicia o seu show de pirraças e entoa uma esganiçada ladainha de eu-quero, num tom crescente, e os já conhecidos e uivantes não-não-podes...
O Biel tem um amiguinho que se chama Vitor Hugo; esse deve ser parecido com uma daquelas gárgulas que guardam os beirais de Notre Dame, passa o dia tirando o pintinho e fazendo xixi nos canteiros, quando cismam de disputar um brinquedinho haja ouvidos!
Como eles sempre mexem nas minhas orquídeas, amanhã vou seduzi-los com iscas mais atraentes que as folhas e brotos, vou colocar saborosas balinhas espalhadas pelos corredores e induzí-los a cultivarem cáries tão monstruosas quantos as suas pirraças, na pior das hipóteses, faço como a historinha de João e Maria e conduzo esses pentelhinhos àquela avenida movimentada...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A promiscuidade do Bispo
Podem me rotular de homossexual, pedófilo ou alcoólatra, mas os escoceses de doze anos são uma delícia!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Estátuas
Outro dia, passeando pelo centro do Rio de Janeiro, me deparei com uma estatua e notei que muita gente passava por aquela praça, muito bonita por sinal, mas ninguém se preocupava, sequer reparava na homenagem àquele personagem historicamente importante.
Os políticos, em sua grande maioria, após o cumprirem os mandatos a que foram eleitos, deveriam ser obrigatoriamente homenageados com uma estatua.
Quanto pior tiver sido sua atuação, maior destaque seria dado a estatua, assim todos iriam se lembrar de que o Deputado Fulano durante os quatro anos de mandato, não apresentou nenhum projeto de lei. Que o tal Prefeito Beltrano, que só desviou verbas e presenteou a sua confraria com contratos superfaturados, passasse a se ver, em plena praça, numa estatua totalmente ignorada, assim como fez com o povo durante o seu “governo”.
Bem, essa ideia iria criar alguns problemas, faltariam praças! Viagem comigo nessa, que Deus me perdoe, saudável vingança.
Os pichadores poderiam revidar todos os desmandos cometidos. Com seus caracteres ininteligíveis, estabeleceriam uma comunicação própria, codificada, assim como o “estatuado” agiu, de forma desrespeitosa e incompreensível, dilapidando o bem público.
Os homenageados saberiam, mesmo que de forma simbólica, como é passar horas a fio sob a chuva, ou naquele Sol escaldante ou no frio das madrugadas, da mesma forma silenciosa como nos deixaram nas filas dos INSS, das Caixas Econômicas, do atendimento médico, do ônibus que não veio...
Imaginem, pelas noites afora, as centenas de transeuntes que, naquela hora de aperto pós-noitadas, aliviariam os efeitos diuréticos da cerveja aos pés de quem nunca respeitou o povo que o elegeu.
Os pombos... Ah, lindos pombinhos, arrulhando sobre aquelas cabeças ocas, que geraram tantas mazelas, cobrindo-as de titica, assim como aqueles que, erroneamente elegemos, fizeram com nossas cidades, nossas escolas, nossas instituições!
Pena que a maioria dessas estatua continuaria a ter o mesmo comportamento que seus inspiradores tiveram quando detinham o poder: presenciariam assaltos, abusos de poder, corrupção, prostituição, tráfico de drogas, miséria e continuariam não fazendo nada!
Os políticos, em sua grande maioria, após o cumprirem os mandatos a que foram eleitos, deveriam ser obrigatoriamente homenageados com uma estatua.
Quanto pior tiver sido sua atuação, maior destaque seria dado a estatua, assim todos iriam se lembrar de que o Deputado Fulano durante os quatro anos de mandato, não apresentou nenhum projeto de lei. Que o tal Prefeito Beltrano, que só desviou verbas e presenteou a sua confraria com contratos superfaturados, passasse a se ver, em plena praça, numa estatua totalmente ignorada, assim como fez com o povo durante o seu “governo”.
Bem, essa ideia iria criar alguns problemas, faltariam praças! Viagem comigo nessa, que Deus me perdoe, saudável vingança.
Os pichadores poderiam revidar todos os desmandos cometidos. Com seus caracteres ininteligíveis, estabeleceriam uma comunicação própria, codificada, assim como o “estatuado” agiu, de forma desrespeitosa e incompreensível, dilapidando o bem público.
Os homenageados saberiam, mesmo que de forma simbólica, como é passar horas a fio sob a chuva, ou naquele Sol escaldante ou no frio das madrugadas, da mesma forma silenciosa como nos deixaram nas filas dos INSS, das Caixas Econômicas, do atendimento médico, do ônibus que não veio...
Imaginem, pelas noites afora, as centenas de transeuntes que, naquela hora de aperto pós-noitadas, aliviariam os efeitos diuréticos da cerveja aos pés de quem nunca respeitou o povo que o elegeu.
Os pombos... Ah, lindos pombinhos, arrulhando sobre aquelas cabeças ocas, que geraram tantas mazelas, cobrindo-as de titica, assim como aqueles que, erroneamente elegemos, fizeram com nossas cidades, nossas escolas, nossas instituições!
Pena que a maioria dessas estatua continuaria a ter o mesmo comportamento que seus inspiradores tiveram quando detinham o poder: presenciariam assaltos, abusos de poder, corrupção, prostituição, tráfico de drogas, miséria e continuariam não fazendo nada!
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