Pronto, fecharam a porta, agora só daqui a treze horas e na leveza de quem flutua entre estrelas e escuridões, lá vou eu, como se minha barriga estivesse exposta ao vento lá de fora.
Sem emoções cruzei um paralelo imaginário, sem coordenadas; minha vida resumida a duas malas perdidas, um laptop, escova de dente, casaco dum preto polar, enorme, pesado. Como incomodam essas ceroulas, censuram-me o saco; meias, botas, luvas, touca...
Peço ein cafê analfabeto, frouxo, aguado. Queria mesmo uma coxinha com catupiry, pão de queijo, pão com manteiga aviação na chapa, queijo minas, um pingado pelo amor de Deus!
Oh que saudades eu tenho do meu churrasco grego da avenida São João, do sanduba de pernil, do bauru do Gato que Ri!
Ninguém me entende... Almôndegas como a bunda da garota de Ipanema, pães em dégradé, patês... Chega de bigmac, quero é galinha com aipim, feijão com arroz, bife a cavalo, virado à paulista!
Primeiro mundo de ignorantes culinários...
O mai godê, onde é que se come por aqui?
Taxi, taxi! – Uer iu quem réve a delicius fude?
- Brasileiro né? Xá comigo mano...
E vim parar num bordel de primeiro mundo!
Cadê o desmatamento pubiano dessas loiras, cadê a liberalidade desse povo? Serão todas mudas, cadê os seus “ó mai góde”?
Já que não dá pra comer, vamos beber: A blondi aice plis!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Vida em condomínio
Tá certo que morar num condomínio tem suas vantagens, nada de cortar grama, de lavar quintal, de fechar o portão, essas coisas que a gente sempre se esquece e resolve pagar pra que o façam, muito mais por comodismo do que por segurança.
Mas nem tudo são rosas, num condomínio sempre se corre o risco de ter como vizinho um sujeito excêntrico.
Biel é daquelas criaturazinhas adoráveis, mas que para minha felicidade, bem que poderiam ter nascido em cima do ene do norte magnético, não, melhor ainda, no marco zero de qualquer lugar muito, muito distante...
Garanto que é um daqueles exemplares de cabeças desproporcionais, olhos miudinhos, lábios finos, orelhas de abano, dono de uma expressão facial sádica e uma garganta de trincar cristais, uma daquelas vinganças da natureza contra a tranqüilidade, um atentado ao pudor auditivo, uma provação do amor em todas as formas...
O Biel é disciplinado como um monge tibetano, todos os dias, pontualmente as sete da madrugada, inicia o seu show de pirraças e entoa uma esganiçada ladainha de eu-quero, num tom crescente, e os já conhecidos e uivantes não-não-podes...
O Biel tem um amiguinho que se chama Vitor Hugo; esse deve ser parecido com uma daquelas gárgulas que guardam os beirais de Notre Dame, passa o dia tirando o pintinho e fazendo xixi nos canteiros, quando cismam de disputar um brinquedinho haja ouvidos!
Como eles sempre mexem nas minhas orquídeas, amanhã vou seduzi-los com iscas mais atraentes que as folhas e brotos, vou colocar saborosas balinhas espalhadas pelos corredores e induzí-los a cultivarem cáries tão monstruosas quantos as suas pirraças, na pior das hipóteses, faço como a historinha de João e Maria e conduzo esses pentelhinhos àquela avenida movimentada...
Mas nem tudo são rosas, num condomínio sempre se corre o risco de ter como vizinho um sujeito excêntrico.
Biel é daquelas criaturazinhas adoráveis, mas que para minha felicidade, bem que poderiam ter nascido em cima do ene do norte magnético, não, melhor ainda, no marco zero de qualquer lugar muito, muito distante...
Garanto que é um daqueles exemplares de cabeças desproporcionais, olhos miudinhos, lábios finos, orelhas de abano, dono de uma expressão facial sádica e uma garganta de trincar cristais, uma daquelas vinganças da natureza contra a tranqüilidade, um atentado ao pudor auditivo, uma provação do amor em todas as formas...
O Biel é disciplinado como um monge tibetano, todos os dias, pontualmente as sete da madrugada, inicia o seu show de pirraças e entoa uma esganiçada ladainha de eu-quero, num tom crescente, e os já conhecidos e uivantes não-não-podes...
O Biel tem um amiguinho que se chama Vitor Hugo; esse deve ser parecido com uma daquelas gárgulas que guardam os beirais de Notre Dame, passa o dia tirando o pintinho e fazendo xixi nos canteiros, quando cismam de disputar um brinquedinho haja ouvidos!
Como eles sempre mexem nas minhas orquídeas, amanhã vou seduzi-los com iscas mais atraentes que as folhas e brotos, vou colocar saborosas balinhas espalhadas pelos corredores e induzí-los a cultivarem cáries tão monstruosas quantos as suas pirraças, na pior das hipóteses, faço como a historinha de João e Maria e conduzo esses pentelhinhos àquela avenida movimentada...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A promiscuidade do Bispo
Podem me rotular de homossexual, pedófilo ou alcoólatra, mas os escoceses de doze anos são uma delícia!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Estátuas
Outro dia, passeando pelo centro do Rio de Janeiro, me deparei com uma estatua e notei que muita gente passava por aquela praça, muito bonita por sinal, mas ninguém se preocupava, sequer reparava na homenagem àquele personagem historicamente importante.
Os políticos, em sua grande maioria, após o cumprirem os mandatos a que foram eleitos, deveriam ser obrigatoriamente homenageados com uma estatua.
Quanto pior tiver sido sua atuação, maior destaque seria dado a estatua, assim todos iriam se lembrar de que o Deputado Fulano durante os quatro anos de mandato, não apresentou nenhum projeto de lei. Que o tal Prefeito Beltrano, que só desviou verbas e presenteou a sua confraria com contratos superfaturados, passasse a se ver, em plena praça, numa estatua totalmente ignorada, assim como fez com o povo durante o seu “governo”.
Bem, essa ideia iria criar alguns problemas, faltariam praças! Viagem comigo nessa, que Deus me perdoe, saudável vingança.
Os pichadores poderiam revidar todos os desmandos cometidos. Com seus caracteres ininteligíveis, estabeleceriam uma comunicação própria, codificada, assim como o “estatuado” agiu, de forma desrespeitosa e incompreensível, dilapidando o bem público.
Os homenageados saberiam, mesmo que de forma simbólica, como é passar horas a fio sob a chuva, ou naquele Sol escaldante ou no frio das madrugadas, da mesma forma silenciosa como nos deixaram nas filas dos INSS, das Caixas Econômicas, do atendimento médico, do ônibus que não veio...
Imaginem, pelas noites afora, as centenas de transeuntes que, naquela hora de aperto pós-noitadas, aliviariam os efeitos diuréticos da cerveja aos pés de quem nunca respeitou o povo que o elegeu.
Os pombos... Ah, lindos pombinhos, arrulhando sobre aquelas cabeças ocas, que geraram tantas mazelas, cobrindo-as de titica, assim como aqueles que, erroneamente elegemos, fizeram com nossas cidades, nossas escolas, nossas instituições!
Pena que a maioria dessas estatua continuaria a ter o mesmo comportamento que seus inspiradores tiveram quando detinham o poder: presenciariam assaltos, abusos de poder, corrupção, prostituição, tráfico de drogas, miséria e continuariam não fazendo nada!
Os políticos, em sua grande maioria, após o cumprirem os mandatos a que foram eleitos, deveriam ser obrigatoriamente homenageados com uma estatua.
Quanto pior tiver sido sua atuação, maior destaque seria dado a estatua, assim todos iriam se lembrar de que o Deputado Fulano durante os quatro anos de mandato, não apresentou nenhum projeto de lei. Que o tal Prefeito Beltrano, que só desviou verbas e presenteou a sua confraria com contratos superfaturados, passasse a se ver, em plena praça, numa estatua totalmente ignorada, assim como fez com o povo durante o seu “governo”.
Bem, essa ideia iria criar alguns problemas, faltariam praças! Viagem comigo nessa, que Deus me perdoe, saudável vingança.
Os pichadores poderiam revidar todos os desmandos cometidos. Com seus caracteres ininteligíveis, estabeleceriam uma comunicação própria, codificada, assim como o “estatuado” agiu, de forma desrespeitosa e incompreensível, dilapidando o bem público.
Os homenageados saberiam, mesmo que de forma simbólica, como é passar horas a fio sob a chuva, ou naquele Sol escaldante ou no frio das madrugadas, da mesma forma silenciosa como nos deixaram nas filas dos INSS, das Caixas Econômicas, do atendimento médico, do ônibus que não veio...
Imaginem, pelas noites afora, as centenas de transeuntes que, naquela hora de aperto pós-noitadas, aliviariam os efeitos diuréticos da cerveja aos pés de quem nunca respeitou o povo que o elegeu.
Os pombos... Ah, lindos pombinhos, arrulhando sobre aquelas cabeças ocas, que geraram tantas mazelas, cobrindo-as de titica, assim como aqueles que, erroneamente elegemos, fizeram com nossas cidades, nossas escolas, nossas instituições!
Pena que a maioria dessas estatua continuaria a ter o mesmo comportamento que seus inspiradores tiveram quando detinham o poder: presenciariam assaltos, abusos de poder, corrupção, prostituição, tráfico de drogas, miséria e continuariam não fazendo nada!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Cansei de bancar o teu Atlas
E não me venha dizer que ela não é mulher manhosa, cheia de crises existenciais, que está numa TPM das brabas!
Aquecimento global coisa nenhuma, entrou mesmo é no climatério. Lá em cima, neve que não dá nem pra babar os ovos do Tio Sam. Nós aqui, um pouco abaixo do umbigo, nesse resto de mata, que mais lembra os pelos pubianos da prima dona do sistema solar, passamos um calorzão dos infernos... E quando essa esferazinha ridícula cisma de bancar a papa anjo e copula com aquele tal de El niño, pronto: sobra a porra toda pra gente!
Isso tudo é chantagem emocional dessa feminista aguada! Contraditória e atrevida como todas as mulheres, fica oferecendo suas falhas pros terremotos, explode em vulcões e depois não quer que os corneados oceanos lhe cuspam na cara? Ah, não tenho sangue de baratas!
Quantos homens já se enterraram nesse promíscuo seio? Não tenho dúvidas, ela é mesmo uma sem-vergonha de marca maior. Ingrata, não vê o quanto os homens cuidam de seu solo? Cobrem-lhe do mais nobre tecido betuminoso e como retribui? Com enchentes!
Olha só o resultado dessa promiscuidade! Agora ta cagando e andando nas costas dos americanos, justo eles que sempre a trataram com tanto carinho! Tenha paciência, isso é muita ingratidão!
Depilamos gratuitamente sua cobertura pilosa - ainda por cima verde - ta pensando que aqui não tem corintiano ou flamenguista também? Pensa que a gente se esquece que inventou o avião só pra não pisar nela? E o que me diz dos mais de 13 bilhões de pezinhos e mãozinhas alisando-lhe o corpo todo?
E ainda tem a cara de pau de querer discutir a relação?
Ô Atlas, dá uma força aqui, pára esse ônibus pra Vênus, vamos mandar a Pangeia prum buraco negro!
Aquecimento global coisa nenhuma, entrou mesmo é no climatério. Lá em cima, neve que não dá nem pra babar os ovos do Tio Sam. Nós aqui, um pouco abaixo do umbigo, nesse resto de mata, que mais lembra os pelos pubianos da prima dona do sistema solar, passamos um calorzão dos infernos... E quando essa esferazinha ridícula cisma de bancar a papa anjo e copula com aquele tal de El niño, pronto: sobra a porra toda pra gente!
Isso tudo é chantagem emocional dessa feminista aguada! Contraditória e atrevida como todas as mulheres, fica oferecendo suas falhas pros terremotos, explode em vulcões e depois não quer que os corneados oceanos lhe cuspam na cara? Ah, não tenho sangue de baratas!
Quantos homens já se enterraram nesse promíscuo seio? Não tenho dúvidas, ela é mesmo uma sem-vergonha de marca maior. Ingrata, não vê o quanto os homens cuidam de seu solo? Cobrem-lhe do mais nobre tecido betuminoso e como retribui? Com enchentes!
Olha só o resultado dessa promiscuidade! Agora ta cagando e andando nas costas dos americanos, justo eles que sempre a trataram com tanto carinho! Tenha paciência, isso é muita ingratidão!
Depilamos gratuitamente sua cobertura pilosa - ainda por cima verde - ta pensando que aqui não tem corintiano ou flamenguista também? Pensa que a gente se esquece que inventou o avião só pra não pisar nela? E o que me diz dos mais de 13 bilhões de pezinhos e mãozinhas alisando-lhe o corpo todo?
E ainda tem a cara de pau de querer discutir a relação?
Ô Atlas, dá uma força aqui, pára esse ônibus pra Vênus, vamos mandar a Pangeia prum buraco negro!
domingo, 18 de abril de 2010
A triste sina de Afrânio da Piedade
...
Quanto sofrimento, Afrânio da Piedade carregava metade da dor do mundo, nascera mesmo pra sofrer; se alguns nasceram de cu pra lua, Afrânio da Piedade despontou em noite de lua nova, bem na hora que retumbou a trovoada; certamente a parteira deu-lhe uma palmada na boca e ao invés de chorar, Afrânio da Piedade peidou!
A praga foi rogada!
Na infância, sua constipação era tão grave que nenhum médico resolvia seu problema. Foram tantos supositórios glicerinados, aveia nas mamadeiras, sucos de laranja lima... Nada o libertava de sua prisão e Afrânio da Piedade sofria.
Adolescência traumática, era motivo de escárnio entre os garotos, era rejeitado até naqueles jogos de revezamento, até os dezoito anos, fez de tudo pra tentar dar vazão aos seus escatóis.
Só resolveu a questão quando trocou os consultórios e farmácias pelos tribunais e trocou os laxantes por um habeas corpus...
Em suas corridas aos tribunais, entre juízes, juristas e gente graúda, Afrânio conheceu Maria, mulher de uma beleza bancária incomum, a sorte finalmente sorrira para Afrânio e naquele momento em que o padre perguntou: Afrânio da Piedade, aceita Maria Gates Buffet Kamprad Mittal Alsaud como sua legítima esposa?
Ouviu-se o sibilar de uma única palavra: A$$eito!
Mas o amor entre Afrânio e Maria não resistiu à bolha da primeira crise, num lapso de impressão em todos os calendários do mundo, agosto foi adiado pra novembro.
Com o divórcio, a vida de Afrânio da Piedade era cada vez mais penosa, sentia-se como quem contratou um plano de saúde e não leu o contrato, a má sorte pré-existente não lhe garantiu benesses. Nem com as putas a sorte foi além de um amarelado risinho, pegou quase todas as doenças venéreas, quando pagou adiantado à Daiane Uilfredi, musa arco-íris da Favela do Beiço, não foi além duns amassos, a biba morreu de choque anafilático nas preliminares. Em compensação, na hora do chilique, Afrânio acabou se assustando de forma tal que sua voz nunca mais foi a mesma e o seu pé, pisado com o salto sete e meio do quarenta e quatro, fá-lo-ia sofrer muito pela vida a fora...
Afrânio da Piedade - e dava mesmo – estava na fila desde as três da manhã, em pé, com frio, com fome, com dor e mesmo em sua fanhêz não parava um minuto de amaldiçoar os médicos, incapazes de aliviar o seu sofrimento por causa daquela unha encravada, era de encher os olhos de lágrimas, depois de muitas dores e reclamações ouviu: - próximo!
Finalmente seria atendido.
Simultaneamente, enquanto o doutor com cara de peão de frigorífico protestava: - próximo! Afrânio apontou pela porta, mancando, cara de dor, mas não exprimiu nenhum som... Era um novo homem.
Não teria mais como reclamar, extirparam-lhe o mal pela raiz!
Afrânio da Piedade – agora dava mais ainda - mudo e com aquela unha encravada, não raro pensava em desistir, aí se lembrava do seu ídolo, um tal de Joseph Klimber e recobrava sua energia, sua determinação. Queria por que queria jogar suas peladas, chutar de bico, fazer um gol de placa...
Apesar de tudo. Afrânio da Piedade era um homem de sorte, ainda tinha o seu all star pra cortar o bico e expor sua unha encravada ao mundo, mas doía e mancando tentou atravessar ileso, aquela maldita avenida... Tropeçou num daqueles imensos buracos que teimam em ocupar o espaço do asfalto liso, bateu justamente o dedo exposto... Dos males o menor, arranhou a canela, mas perdeu a unha e ganhou alguns pontos... E lá se foi pro hospital de emergências do SUS e quem é que o socorre?
– Próximo!
Afrânio da Piedade arrepiou-se, um puta-que-me-pariu instalou-se na garganta...
Afrânio - que de Piedade agora sim é que dava de verdade – livre da maldita unha encravada, mudo e com um ligeiro defeito na perna esquerda, nada tão grave que quatro e meio centímetros de salto não nivelassem, sentia agora uma dorzinha latejante, quase gostosa... O salto corretivo quebrou nas esburacadas e escuras calçadas da cidade, caiu de bruços, já não precisava gritar em silêncio, era atendido!
Afrânio da Piedade – agora abandonara o uso de cuecas – desenvolvera uma prazerosa técnica, toda vez que sentia cócegas em seu calado rabo, chutava o sapato pra longe e trôpego caia de quatro...
Mais do que nunca Afrânio da Piedade, dava pena, dava mesmo, dava no duro. E tanto deu que o sucesso lhe sorriu!
Depois de tantos dissabores e tanta falta de boa sorte que a vida lhe reservara, finalmente encontrara motivos suficientes para afirmar que crescera na vida: mudo, coxo e agora bissexual assumido, Afrânio era um poderoso empresário no segmento de serviços prestados à família... Gerava quinhentos e noventa e quatro empregos diretos e mais de cinco mil indiretos. Afrânio era dono do maior puteiro do país, só de putados eram quinhentos e treze entre putas, bichas velhas e bissexuais, depois vinham oitenta e um garotos de programa e aliciadores, esses eram especiais, aguentavam tudo sem as dores da consciência...
Nem Freud explicaria a complexa personalidade daquele homem baixo, feio e terrivelmente mal dotado. Juvenal, sem sombra de dúvida, era o resultado duma dessas experiências genéticas secretas mal sucedidas, cujos resultados, cientista nenhum expõem à mídia. Se não bastassem os desprezos evidentes da anatomia, Juvenal ainda sofria com seus desvios de conduta, por índole, um estuprador! Verdade seja dita, absolutamente ineficiente, mas tinha alma de estuprador, teria sido muito mais que um motoboy do parque, não fosse o baixo calibre da arma essencial.
Ao destino caberia cruzar as vidas de Juvenal e Afrânio, a deficiência de um era a pujança do outro e assim sem mais nem menos, com toda a insensatez que se pode atribuir ao acaso, Juvenal foi convidado para o dia da pizza!
Ao entrar no suntuoso bordel, o segurança, confundindo Juva com um dos profissionais da casa, foi logo passando a mão em sua bunda e um arrepio esquisito já percorreu sua espinha... Era só o começo, dali pra frente as coisas esquentariam!
Ocupando o microfone, estava Pátria, a puta mais explorada e mais requisitada, agradecendo o prêmio de recordista de abusos de toda espécie; Pátria em tom de desabafo falava justamente de como tinha sido violentada:
- Nobres colegas, fico feliz em ser instrumento de tanta orgia, já fui fodida por quase todos aqui presentes, já me arrombaram as pregas, já participei de não sei quantas surubas, mas, na verdade sinto-me cansada de tanto abrir a pernas e ficar de quatro, minha hora esta chegando, sinto isso aqui - apontando para o seu vale mais fértil..
– Excelentíssimos senhores deixem-me ao menos uma vez sentir prazer, quero gozar e não ser apenas instrumento de vossa lascívia...
Foi interrompida por vaias pan-americanas.
Juvenal, emocionado, candidatou-se a salvador da Pátria e com o apoio de Afrânio conquistou o direito de também estuprá-la...
Eleito, o novo estuprador, não tardou em marcar uma noitada com Pátria. Foram para um quarto decorado com extremo bom gosto, uma sala imensa, com as paredes revestidas no mais verdadeiro jacarandá da Bahia, e sobre a imensa mesa, Juvenal deu início ao seu fetiche...
Rasgou todas as roupas de Pátria, não sem sopapear-lhe, mamou nas tetas de Pátria até não poder mais, dilacerou-lhe o cu, a boca, em todos os buracos, tirava de um e botava no outro, sem a menor preocupação de preservar aquela mulher de todos, a seco; sua pequenez se agigantou e Pátria sofria com mais um gesto de brutalidade, ninguém a respeitava.
Afrânio da Piedade – e como dava – a tudo via, arrependido, mudo, capenga, mas de pau duro, não resistiu tanto sofrimento...
Torceu o imenso bigode e enquanto Juvenal fazia da Pátria o que bem queria, Afrânio foi lá e créu... Cravou-lhe uma ferrada no rabo desprotegido, as lágrimas correram pelo rosto de Juvenal, que agora sabia o que era um pau de verdade!
Juvenal estava pronto pra ser o novo cafetão, haveria de compartilhar os prazeres da Pátria com seus pares... Afrânio finalmente poderia passar o puteiro , o moto contínuo estava garantido.
Afrânio transferiu o bordel, mandou tudo que tirou de Pátria pra uma conta na Suíça e vive feliz e confortavelmente, fez implante de língua e prótese na perna, e hoje é um bem sucedido escritor de livros de auto-ajuda.
Juvenal é um dos donos do puteiro em Brasília, empresário bem sucedido como fabricante de cuecas lobistas e recentemente entrou para o segmento de panificação, seus panetones são maravilhosos!
Ah e a Pátria?
Continua a mesma, afinal desde que perdeu a virgindade com aquele portuga filho da puta, perdeu o respeito por si mesmo!
...
Quanto sofrimento, Afrânio da Piedade carregava metade da dor do mundo, nascera mesmo pra sofrer; se alguns nasceram de cu pra lua, Afrânio da Piedade despontou em noite de lua nova, bem na hora que retumbou a trovoada; certamente a parteira deu-lhe uma palmada na boca e ao invés de chorar, Afrânio da Piedade peidou!
A praga foi rogada!
Na infância, sua constipação era tão grave que nenhum médico resolvia seu problema. Foram tantos supositórios glicerinados, aveia nas mamadeiras, sucos de laranja lima... Nada o libertava de sua prisão e Afrânio da Piedade sofria.
Adolescência traumática, era motivo de escárnio entre os garotos, era rejeitado até naqueles jogos de revezamento, até os dezoito anos, fez de tudo pra tentar dar vazão aos seus escatóis.
Só resolveu a questão quando trocou os consultórios e farmácias pelos tribunais e trocou os laxantes por um habeas corpus...
Em suas corridas aos tribunais, entre juízes, juristas e gente graúda, Afrânio conheceu Maria, mulher de uma beleza bancária incomum, a sorte finalmente sorrira para Afrânio e naquele momento em que o padre perguntou: Afrânio da Piedade, aceita Maria Gates Buffet Kamprad Mittal Alsaud como sua legítima esposa?
Ouviu-se o sibilar de uma única palavra: A$$eito!
Mas o amor entre Afrânio e Maria não resistiu à bolha da primeira crise, num lapso de impressão em todos os calendários do mundo, agosto foi adiado pra novembro.
Com o divórcio, a vida de Afrânio da Piedade era cada vez mais penosa, sentia-se como quem contratou um plano de saúde e não leu o contrato, a má sorte pré-existente não lhe garantiu benesses. Nem com as putas a sorte foi além de um amarelado risinho, pegou quase todas as doenças venéreas, quando pagou adiantado à Daiane Uilfredi, musa arco-íris da Favela do Beiço, não foi além duns amassos, a biba morreu de choque anafilático nas preliminares. Em compensação, na hora do chilique, Afrânio acabou se assustando de forma tal que sua voz nunca mais foi a mesma e o seu pé, pisado com o salto sete e meio do quarenta e quatro, fá-lo-ia sofrer muito pela vida a fora...
Afrânio da Piedade - e dava mesmo – estava na fila desde as três da manhã, em pé, com frio, com fome, com dor e mesmo em sua fanhêz não parava um minuto de amaldiçoar os médicos, incapazes de aliviar o seu sofrimento por causa daquela unha encravada, era de encher os olhos de lágrimas, depois de muitas dores e reclamações ouviu: - próximo!
Finalmente seria atendido.
Simultaneamente, enquanto o doutor com cara de peão de frigorífico protestava: - próximo! Afrânio apontou pela porta, mancando, cara de dor, mas não exprimiu nenhum som... Era um novo homem.
Não teria mais como reclamar, extirparam-lhe o mal pela raiz!
Afrânio da Piedade – agora dava mais ainda - mudo e com aquela unha encravada, não raro pensava em desistir, aí se lembrava do seu ídolo, um tal de Joseph Klimber e recobrava sua energia, sua determinação. Queria por que queria jogar suas peladas, chutar de bico, fazer um gol de placa...
Apesar de tudo. Afrânio da Piedade era um homem de sorte, ainda tinha o seu all star pra cortar o bico e expor sua unha encravada ao mundo, mas doía e mancando tentou atravessar ileso, aquela maldita avenida... Tropeçou num daqueles imensos buracos que teimam em ocupar o espaço do asfalto liso, bateu justamente o dedo exposto... Dos males o menor, arranhou a canela, mas perdeu a unha e ganhou alguns pontos... E lá se foi pro hospital de emergências do SUS e quem é que o socorre?
– Próximo!
Afrânio da Piedade arrepiou-se, um puta-que-me-pariu instalou-se na garganta...
Afrânio - que de Piedade agora sim é que dava de verdade – livre da maldita unha encravada, mudo e com um ligeiro defeito na perna esquerda, nada tão grave que quatro e meio centímetros de salto não nivelassem, sentia agora uma dorzinha latejante, quase gostosa... O salto corretivo quebrou nas esburacadas e escuras calçadas da cidade, caiu de bruços, já não precisava gritar em silêncio, era atendido!
Afrânio da Piedade – agora abandonara o uso de cuecas – desenvolvera uma prazerosa técnica, toda vez que sentia cócegas em seu calado rabo, chutava o sapato pra longe e trôpego caia de quatro...
Mais do que nunca Afrânio da Piedade, dava pena, dava mesmo, dava no duro. E tanto deu que o sucesso lhe sorriu!
Depois de tantos dissabores e tanta falta de boa sorte que a vida lhe reservara, finalmente encontrara motivos suficientes para afirmar que crescera na vida: mudo, coxo e agora bissexual assumido, Afrânio era um poderoso empresário no segmento de serviços prestados à família... Gerava quinhentos e noventa e quatro empregos diretos e mais de cinco mil indiretos. Afrânio era dono do maior puteiro do país, só de putados eram quinhentos e treze entre putas, bichas velhas e bissexuais, depois vinham oitenta e um garotos de programa e aliciadores, esses eram especiais, aguentavam tudo sem as dores da consciência...
Nem Freud explicaria a complexa personalidade daquele homem baixo, feio e terrivelmente mal dotado. Juvenal, sem sombra de dúvida, era o resultado duma dessas experiências genéticas secretas mal sucedidas, cujos resultados, cientista nenhum expõem à mídia. Se não bastassem os desprezos evidentes da anatomia, Juvenal ainda sofria com seus desvios de conduta, por índole, um estuprador! Verdade seja dita, absolutamente ineficiente, mas tinha alma de estuprador, teria sido muito mais que um motoboy do parque, não fosse o baixo calibre da arma essencial.
Ao destino caberia cruzar as vidas de Juvenal e Afrânio, a deficiência de um era a pujança do outro e assim sem mais nem menos, com toda a insensatez que se pode atribuir ao acaso, Juvenal foi convidado para o dia da pizza!
Ao entrar no suntuoso bordel, o segurança, confundindo Juva com um dos profissionais da casa, foi logo passando a mão em sua bunda e um arrepio esquisito já percorreu sua espinha... Era só o começo, dali pra frente as coisas esquentariam!
Ocupando o microfone, estava Pátria, a puta mais explorada e mais requisitada, agradecendo o prêmio de recordista de abusos de toda espécie; Pátria em tom de desabafo falava justamente de como tinha sido violentada:
- Nobres colegas, fico feliz em ser instrumento de tanta orgia, já fui fodida por quase todos aqui presentes, já me arrombaram as pregas, já participei de não sei quantas surubas, mas, na verdade sinto-me cansada de tanto abrir a pernas e ficar de quatro, minha hora esta chegando, sinto isso aqui - apontando para o seu vale mais fértil..
– Excelentíssimos senhores deixem-me ao menos uma vez sentir prazer, quero gozar e não ser apenas instrumento de vossa lascívia...
Foi interrompida por vaias pan-americanas.
Juvenal, emocionado, candidatou-se a salvador da Pátria e com o apoio de Afrânio conquistou o direito de também estuprá-la...
Eleito, o novo estuprador, não tardou em marcar uma noitada com Pátria. Foram para um quarto decorado com extremo bom gosto, uma sala imensa, com as paredes revestidas no mais verdadeiro jacarandá da Bahia, e sobre a imensa mesa, Juvenal deu início ao seu fetiche...
Rasgou todas as roupas de Pátria, não sem sopapear-lhe, mamou nas tetas de Pátria até não poder mais, dilacerou-lhe o cu, a boca, em todos os buracos, tirava de um e botava no outro, sem a menor preocupação de preservar aquela mulher de todos, a seco; sua pequenez se agigantou e Pátria sofria com mais um gesto de brutalidade, ninguém a respeitava.
Afrânio da Piedade – e como dava – a tudo via, arrependido, mudo, capenga, mas de pau duro, não resistiu tanto sofrimento...
Torceu o imenso bigode e enquanto Juvenal fazia da Pátria o que bem queria, Afrânio foi lá e créu... Cravou-lhe uma ferrada no rabo desprotegido, as lágrimas correram pelo rosto de Juvenal, que agora sabia o que era um pau de verdade!
Juvenal estava pronto pra ser o novo cafetão, haveria de compartilhar os prazeres da Pátria com seus pares... Afrânio finalmente poderia passar o puteiro , o moto contínuo estava garantido.
Afrânio transferiu o bordel, mandou tudo que tirou de Pátria pra uma conta na Suíça e vive feliz e confortavelmente, fez implante de língua e prótese na perna, e hoje é um bem sucedido escritor de livros de auto-ajuda.
Juvenal é um dos donos do puteiro em Brasília, empresário bem sucedido como fabricante de cuecas lobistas e recentemente entrou para o segmento de panificação, seus panetones são maravilhosos!
Ah e a Pátria?
Continua a mesma, afinal desde que perdeu a virgindade com aquele portuga filho da puta, perdeu o respeito por si mesmo!
...
sábado, 10 de abril de 2010
Amigo é pra essas coisas
O ser humano é realmente um bicho diferente dos outros, algumas vezes tem atitudes evoluídas, noutras tem comportamentos pra lá de primitivos. O bicho homem, quando comparado com o bicho bicho em algumas situações, chega a ser ridículo!
Quer ver?
Um canal de TV está exibindo um documentário sobre as abelhas, elas formam umas das comunidades mais bem organizadas, simples, objetivas e eficazes, nada burocráticas.
Você já viu abelha chefe de obras ou abelha secretária do mel? Já viu uma só abelhinha fantasma ou afilhada da abelha rainha? Já viu abelha puxar o tapete de outra abelha? Já viu colméia superfaturada? Já viu abelha rainha demitir abelha desafeta? Mas tome cuidado, algumas abelhas, assim como alguns homens têm ferrão!
Imaginem se fossem instituídas eleições diretas na colméia e uma abelha psitacídea fosse eleita presidenta da colméia... Ao invés de mel, a maioria das abelhas estaria voando ou fazendo cera, ao invés das funções serem exercidas de acordo com a competência, os cargos seriam loteados entre abelhas amigas interessantes e interesseiras, abelhas que coçam o saco o dia todo
Ah, mas o documentário sobre as pequenas abelhas ta chegando ao fim, elas, mesmo assim pequeninas, enxotaram um enorme urso que tentava comer todo o mel e destruir a colméia!
Ainda bem que no congresso só tem amigo urso!
Quer ver?
Um canal de TV está exibindo um documentário sobre as abelhas, elas formam umas das comunidades mais bem organizadas, simples, objetivas e eficazes, nada burocráticas.
Você já viu abelha chefe de obras ou abelha secretária do mel? Já viu uma só abelhinha fantasma ou afilhada da abelha rainha? Já viu abelha puxar o tapete de outra abelha? Já viu colméia superfaturada? Já viu abelha rainha demitir abelha desafeta? Mas tome cuidado, algumas abelhas, assim como alguns homens têm ferrão!
Imaginem se fossem instituídas eleições diretas na colméia e uma abelha psitacídea fosse eleita presidenta da colméia... Ao invés de mel, a maioria das abelhas estaria voando ou fazendo cera, ao invés das funções serem exercidas de acordo com a competência, os cargos seriam loteados entre abelhas amigas interessantes e interesseiras, abelhas que coçam o saco o dia todo
Ah, mas o documentário sobre as pequenas abelhas ta chegando ao fim, elas, mesmo assim pequeninas, enxotaram um enorme urso que tentava comer todo o mel e destruir a colméia!
Ainda bem que no congresso só tem amigo urso!
sábado, 20 de março de 2010
Holocausto Fluminense
Você sabe o significado da palavra holocausto?
Pois é, há bem pouco tempo eu também não sabia direito o seu significado, mas graças ao Deputado Ibsen Pinheiro, o Torquemada do Planalto, estamos próximos de saber não só o significado, mas as conseqüências!
O nobre, mas nem tanto, deputado gaúcho, autor da emenda parlamentar, a título de repartir o bolo entre todos os estados, quer decretar a falência de nosso!
Ora, nobre, mas nem tanto, deputado, dividir as riquezas seria ótimo, mas seu projeto só vai multiplicar a miséria, tira o pão de alguns, distribui migalhas e todos morrem famintos. Esse seu milagre só multiplicará os panetones!
Se o nobre, mas nem tanto, deputado fosse menos oportunista e conhecesse um pouco mais das verdadeiras necessidades públicas, ou pra não exigir demais de vossa nobre, mas nem tanto, altruísmo, só um pouquinho de matemática, chegaria à conclusão de que 36 reais por habitante não resolverá o problema de ninguém e vai deixar 15 milhões de novos miseráveis.
Seguindo o raciocínio de seu ato de “altruísmo político” proponho que dividamos os seus vencimentos como homem público, nobre, mas nem tanto deputado Ibsen, ou que tal partilharmos igualitariamente todos os impostos arrecadados no país, seria muito mais eficiente e produtivo, afinal não teríamos que remunerar congressistas que usam terrorismo como moeda de troca. Que tal acabarmos com os legislativos venais, com as pizzas das CPIs, com as cuecas e as meias, com os panetones? Ou se plagiássemos a Calígula e nomeássemos Incitatus à sua cadeira? Certamente, nobre, mas nem tanto, deputado, as conseqüências seriam infinitamente menores e estaríamos livres do risco a que sua emenda nos expõe.
Mas é nos momentos de crise e sob ameaça, que renasce um povo. Espero que todo esse seu olho gordo, deputado, nobre, mas nem tanto homem público, abra os olhos dos prefeitos dos municípios diretamente afetados pela exploração do petróleo e mostre-lhes que é preciso mais seriedade na gestão desses recursos, afinal enquanto houver um louco vingativo, um altruísmo oportunista, um demagogo de plantão ou adversários que prefiram a derrota de todos à vitória de seus adversários estaremos expostos ao favorecimento de políticos interessados apenas no tamanho da mordida que podem dar na fatia do bolo.
A propósito, nobre, mas nem tanto deputado, vossa, mas nem tanta excelência, conhece Torquemada ou Hitler? Sabe o significado a palavra Holocausto? Ambos, deputado, sob a alegação de pretensas boas intenções, torturaram e condenaram homens ao sofrimento, à miséria, à morte, ao Holocausto, assim como vossa nobre, mas nem tanta, atitude inconseqüente e oportunista.
Pois é, há bem pouco tempo eu também não sabia direito o seu significado, mas graças ao Deputado Ibsen Pinheiro, o Torquemada do Planalto, estamos próximos de saber não só o significado, mas as conseqüências!
O nobre, mas nem tanto, deputado gaúcho, autor da emenda parlamentar, a título de repartir o bolo entre todos os estados, quer decretar a falência de nosso!
Ora, nobre, mas nem tanto, deputado, dividir as riquezas seria ótimo, mas seu projeto só vai multiplicar a miséria, tira o pão de alguns, distribui migalhas e todos morrem famintos. Esse seu milagre só multiplicará os panetones!
Se o nobre, mas nem tanto, deputado fosse menos oportunista e conhecesse um pouco mais das verdadeiras necessidades públicas, ou pra não exigir demais de vossa nobre, mas nem tanto, altruísmo, só um pouquinho de matemática, chegaria à conclusão de que 36 reais por habitante não resolverá o problema de ninguém e vai deixar 15 milhões de novos miseráveis.
Seguindo o raciocínio de seu ato de “altruísmo político” proponho que dividamos os seus vencimentos como homem público, nobre, mas nem tanto deputado Ibsen, ou que tal partilharmos igualitariamente todos os impostos arrecadados no país, seria muito mais eficiente e produtivo, afinal não teríamos que remunerar congressistas que usam terrorismo como moeda de troca. Que tal acabarmos com os legislativos venais, com as pizzas das CPIs, com as cuecas e as meias, com os panetones? Ou se plagiássemos a Calígula e nomeássemos Incitatus à sua cadeira? Certamente, nobre, mas nem tanto, deputado, as conseqüências seriam infinitamente menores e estaríamos livres do risco a que sua emenda nos expõe.
Mas é nos momentos de crise e sob ameaça, que renasce um povo. Espero que todo esse seu olho gordo, deputado, nobre, mas nem tanto homem público, abra os olhos dos prefeitos dos municípios diretamente afetados pela exploração do petróleo e mostre-lhes que é preciso mais seriedade na gestão desses recursos, afinal enquanto houver um louco vingativo, um altruísmo oportunista, um demagogo de plantão ou adversários que prefiram a derrota de todos à vitória de seus adversários estaremos expostos ao favorecimento de políticos interessados apenas no tamanho da mordida que podem dar na fatia do bolo.
A propósito, nobre, mas nem tanto deputado, vossa, mas nem tanta excelência, conhece Torquemada ou Hitler? Sabe o significado a palavra Holocausto? Ambos, deputado, sob a alegação de pretensas boas intenções, torturaram e condenaram homens ao sofrimento, à miséria, à morte, ao Holocausto, assim como vossa nobre, mas nem tanta, atitude inconseqüente e oportunista.
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