Pronto, fecharam a porta, agora só daqui a treze horas e na leveza de quem flutua entre estrelas e escuridões, lá vou eu, como se minha barriga estivesse exposta ao vento lá de fora.
Sem emoções cruzei um paralelo imaginário, sem coordenadas; minha vida resumida a duas malas perdidas, um laptop, escova de dente, casaco dum preto polar, enorme, pesado. Como incomodam essas ceroulas, censuram-me o saco; meias, botas, luvas, touca...
Peço ein cafê analfabeto, frouxo, aguado. Queria mesmo uma coxinha com catupiry, pão de queijo, pão com manteiga aviação na chapa, queijo minas, um pingado pelo amor de Deus!
Oh que saudades eu tenho do meu churrasco grego da avenida São João, do sanduba de pernil, do bauru do Gato que Ri!
Ninguém me entende... Almôndegas como a bunda da garota de Ipanema, pães em dégradé, patês... Chega de bigmac, quero é galinha com aipim, feijão com arroz, bife a cavalo, virado à paulista!
Primeiro mundo de ignorantes culinários...
O mai godê, onde é que se come por aqui?
Taxi, taxi! – Uer iu quem réve a delicius fude?
- Brasileiro né? Xá comigo mano...
E vim parar num bordel de primeiro mundo!
Cadê o desmatamento pubiano dessas loiras, cadê a liberalidade desse povo? Serão todas mudas, cadê os seus “ó mai góde”?
Já que não dá pra comer, vamos beber: A blondi aice plis!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
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